Cris Cyborg completa o Grand Slam do MMA

A brasileira Cris Cyborg teve uma estreia dos sonhos no Bellator, o segundo maior evento de MMA da atualidade. Aos 34 anos a curitibana nocauteou a canadense Julia Budd no quarto round da luta principal do Bellator 238 e conquistou o título da organização, se consolidando como a única mulher a conquistar o “Grand Slam do MMA” após conquistar o cinturão nas quatro maiores organizações do MMA feminino: Strikeforce, Invicta FC, UFC e Bellator.

Esta vitória deve provavelmente colocar a brasileira em um novo patamar dentro da própria organização, já que mesmo chegando com o status de ex-campeã do UFC Cyborg teve um contrato bem menos lucrativo do que a sua adversária para este combate.

O site norte-americano MMA Fighting divulgou que de acordo com a Comissão Atlética do Estado da Califórnia a brasileira recebeu cerca de R$ 1 milhão para entrar no cage e disputar o cinturão que pertencia à canadense, enquanto Julia Budd receber R$ 1,4 milhão pelo combate.

Vale a pena lembrar, porém, que este valor diz respeito apenas a bolsa paga pelo Bellator para as duas entrarem em ação e não levam em conta quantias variáveis como a participação na venda de pacotes de pay per view, bônus dado em caso de vitória ou ainda os patrocínios, que podem aumentar consideravelmente os ganhos.

A vitória que rendeu para Cris Cyborg o cinturão da categoria até 66 kg trouxe prejuízos mínimos para a brasileira, que recebeu uma suspensão médica de apenas 7 dias, que é o período obrigatório após uma luta. Já Julia Budd recebeu uma suspensão médica de 45 dias, sem poder sequer ter contato físico ou treinar durante os primeiros 30 dias.

Agora a brasileira aguarda a organização do Bellator oficializar quem será a sua próxima adversária na disputa do cinturão do peso pena feminino.

Com isso também a brasileira frustra o desejo de muitos fãs, que era ver uma revanche de seu combate contra a também brasileira Amanda Nunes que atualmente é a campeão tanto do peso pena quanto do peso galo do UFC. Cyborg deixou o Ultimate após o final de seu contrato e não chegou a um acordo de renovação com Dana White, presidente da organização com quem nunca teve um bom relacionamento.

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